Carros elétricos mais vendidos no Brasil em 2025: BYD domina o ranking

Entre janeiro e setembro de 2025 foram emplacados 53,3 mil veículos elétricos no Brasil. Desse total, 40,1 mil são da BYD, o que representa 75,3% de todo o mercado de elétricos puros (BEVs), segundo dados da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico).
O BYD Dolphin Mini GS5 lidera com folga, seguido por Dolphin GS, Yuan Pro, Dolphin Plus, Seal e Dolphin Mini GS - todos da montadora chinesa.
Completam o top 10 modelos como Volvo EX30, GWM Ora 03 Skin, Renaut Kwid E-Tech e GWM Ora 03 GT, marcas que já apostam em nichos de design, performance e tecnologia embarcada para disputar espaço com o portfólio amplo e agressivo da BYD.
Comparativo com 2024
O avanço da BYD já era esperado. Em 2025, a montadora consolidou sua presença, que já vinha crescendo rapidamente no ano anterior.
Com mais opções nas lojas e políticas estaduais de incentivo, 2025 se tornou o ano de maior crescimento dos elétricos no país, segundo a ABVE.
Tendências e motivos para o crescimento dos elétricos
A entrada de modelos mais acessíveis, como o Dolphin Mini, e políticas estaduais que reduzem ou isentam o IPVA – em estados como São Paulo, Paraná, Pernambuco e outros – ampliaram o interesse do público que busca veículos com melhor custo-benefício.
Com isso, o preço inicial dos elétricos ficou mais próximo ao dos carros a combustão, o que reduziu uma das principais barreiras à compra.
Expansão da infraestrutura de recarga
A ABVE estima que o Brasil ultrapassou 4.539 pontos públicos de recarga em 2025, entre carregadores rápidos e semirrápidos, número que vem crescendo mês a mês.
Nesse cenário, o investimento de shoppings, estacionamentos e redes de postos de combustível cada vez maiores em eletropostos, vem tornando a mobilidade elétrica mais viável no dia a dia urbano.
Consciência ambiental e economia no uso
Além da tecnologia, a consciência ambiental do brasileiro também interferiu no setor.
Com energia mais barata e manutenção simplificada, os consumidores passam a ver o carro elétrico como uma alternativa mais racional: o elétrico reduz emissões diretas e tem custo por quilômetro rodado até 70% menor que o de um carro a combustão, de acordo com levantamentos da ABVE.
O Papel da BYD no mercado nacional
A BYD adotou uma estratégia que alia preço competitivo e produção local. A fábrica de Camaçari (BA), que entrou em operação em julho de 2025, marcou o início da produção nacional de veículos e componentes elétricos da montadora.
Com o Dolphin Mini abaixo de R$ 120 mil, a empresa quebrou o paradigma de que o segmento é sinônimo de luxo.
Como a BYD superou a Tesla e outros concorrentes
A chinesa superou marcas como Tesla, Volvo e BMW ao popularizar um setor antes dominado por elétricos de luxo.
Com autonomia elevada, design moderno e preços muito mais acessíveis, a BYD tornou o carro elétrico uma opção real para o consumidor brasileiro ao encontrar espaço no mercado de entrada, entregar maior variedade de modelos e suporte técnico nacional.
Desafios e oportunidades para o setor
Os números de emplacamento de elétricos são animadores, mas o Brasil ainda carece de políticas nacionais de eletrificação.
A ausência de incentivos fiscais federais e de programas de renovação de frota limita o ritmo de expansão do segmento no país.
Outro desafio está na logística e cadeia de suprimentos. A produção de baterias ainda depende de insumos importados, o que mantém os custos elevados.
A boa notícia é que com a entrada de fábricas locais como as da BYD e da GWM, espera-se que o custo desses componentes comece a cair gradualmente.
O que esperar de 2026 em diante
A partir do ano que vem, a tendência é de popularização dos elétricos nacionais, com maior oferta de SUVs compactos e hatches urbanos produzidos no Brasil.
Ainda segundo projeções da ABVE, o país deve ultrapassar 80 mil unidades vendidas no próximo ano, acompanhando o ritmo acelerado de crescimento do setor.