A ideia de tirar a CNH sem passar por uma autoescola deixou o “trânsito em ebulição”.
De um lado, o governo defende que o novo formato reduz custos e torna o processo mais acessível. Do outro, entidades de trânsito alertam para o risco de formar motoristas despreparados.
A proposta foi publicada no início de outubro e detalha o passo a passo para quem quiser se habilitar por conta própria. Mas o texto ainda depende de regulamentação detalhada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que devem definir regras específicas de credenciamento e acompanhamento.
De qualquer forma, confira, a seguir, o que pode mudar e o que ainda divide opiniões.
CNH sem autoescola: o que muda com a nova legislação?
A principal alteração é que as autoescolas deixam de ser obrigatórias.
O candidato ainda precisará passar por provas teóricas e práticas, mas agora poderá escolher entre aulas presenciais, instrutores autônomos ou cursos online gratuitos do próprio governo.
O Detran continua responsável pelas avaliações e pela emissão da CNH, mantendo a estrutura de fiscalização e controle.
Como vai funcionar na prática
- O governo divulgou um roteiro simplificado para o novo modelo:
- Cadastro no portal do Detran do estado;
- Realização de curso teórico online gratuito (disponível em plataforma oficial);
- Agendamento e realização da prova teórica;
- Aulas práticas com instrutores independentes credenciados ou em autoescolas, caso o candidato prefira;
- Prova prática de direção no Detran.
A formação mínima permanece obrigatória – o que muda é a liberdade de escolha sobre onde e como realizar as etapas.




