Os veículos eletrificados produzidos ou montados no Brasil responderam por 39% das vendas do segmento em maio de 2026, um avanço expressivo em relação ao mesmo mês do ano passado, quando representavam apenas 6% dos emplacamentos. 

No sentido oposto, a participação dos modelos importados recuou de 94% para 61%, indicando que a produção nacional começa a ganhar espaço nesse mercado.

Até pouco tempo, o avanço da eletrificação no Brasil era sustentado quase exclusivamente pelas importações, principalmente da China, mas também da Europa e de outros mercados. Enquanto isso, a indústria nacional concentrava a produção em poucos modelos e volumes mais limitados.

Os dados mais recentes da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que essa dinâmica começa a mudar em um momento de forte aquecimento da demanda.

Em maio, foram registrados 44.981 emplacamentos de eletrificados leves, o maior volume já alcançado pelo segmento. Com isso, a produção nacional passa a responder por uma parcela cada vez mais importante das vendas no país.

Quais montadoras estão ampliando a produção no Brasil

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Fábrica da GWM de Iracemápolis (SP)

O avanço da participação nacional passa pelos investimentos realizados pelas principais fabricantes do setor. 

A BYD iniciou as operações da fábrica de Camaçari (BA), enquanto a GWM avança na nacionalização da produção em Iracemápolis (SP). 

Toyota mantém a fabricação de modelos híbridos em Sorocaba (SP), a BMW segue produzindo eletrificados em Araquari (SC) e a General Motors prepara uma nova etapa de sua estratégia de eletrificação com investimentos ligados à unidade de Horizonte (CE).

Em estágios diferentes, essas montadoras ajudam a ampliar a oferta de eletrificados fabricados no Brasil e a reduzir a dependência de modelos importados.

O avanço da produção nacional vai além das montadoras

O aumento da fabricação local também tende a movimentar outros setores da cadeia automotiva. 

Segundo a ABVE, fornecedores de componentes, fabricantes de autopeças, empresas de tecnologia, sistemas elétricos, baterias e infraestrutura de recarga devem acompanhar esse crescimento.

Na prática, o avanço da produção nacional pode gerar efeitos que vão além das montadoras, com impacto sobre toda a cadeia automotiva, novos investimentos e a geração de empregos.