O Hyundai i20 nasceu na Europa em 2008 e construiu uma longa trajetória internacional, com diferentes gerações e versões esportivas.
Por aqui, seu projeto ocupa um espaço estratégico na linha da Hyundai: acima do HB20 e abaixo do Creta. São seis configurações, com opções aspiradas e turbo, câmbio manual ou automático e preços que vão de R$ 99.990 a R$ 139.990:
X Line 1.0 Turbo automático – intermediária: R$ 128.990
Platinum 1.0 Turbo automático – versão superior: R$ 134.990
Ultimate 1.0 Turbo automático – topo de linha: R$ 139.990
Nós testamos e separamos cinco motivos que já colocam o Hyundai i20 na lista de quem é exigente e está de olho no próximo zero km.
1. A plataforma coloca o i20 em outro patamar
Uma característica importante não aparece à primeira vista: ela está na própria base do carro. O Hyundai i20 brasileiro utiliza uma evolução da arquitetura global K3, associada a veículos de categorias superiores dentro do grupo Hyundai, como o sedã Elantra e o SUV Kona.
Desenvolvida originalmente para modelos maiores, essa arquitetura oferece uma estrutura mais resistente a torções e deformações da carroceria, o que contribui para a solidez do conjunto, o comportamento ao volante e a proteção dos ocupantes em caso de impacto.
Para o comprador, a vantagem está em levar para casa um hatch compacto com uma base de engenharia mais sofisticada, criada para veículos de maior porte e com reflexos diretos no refinamento ao dirigir.
2. Há espaço de sobra para um hatch
Interior do i20 / Divulgação: Hyundai.
Aqui está um dos argumentos mais fáceis de perceber ao entrar no i20. São 4,13 metros de comprimento, 1,78 m de largura e 2,58 m de entre-eixos. Na comparação com o HB20 hatch, ele é 11,5 cm mais comprido, 6 cm mais largo e tem 5 cm extras entre os eixos.
A diferença aparece especialmente atrás. Há boa folga para as pernas e o banco traseiro ligeiramente elevado favorece a posição dos passageiros. O espaço atende bem dois adultos, embora pessoas muito altas possam encontrar menor folga para a cabeça.
O porta-malas reforça a vocação familiar. São 346 litros pelo padrão VDA, capacidade superior à de hatches como Chevrolet Onix, Volkswagen Polo e Fiat Argo. O volume fica próximo até do encontrado em alguns SUVs compactos.
Há ainda uma solução simples e inteligente para os imprevistos. O carro usa estepe temporário, mas o espaço sob o piso comporta a roda original em caso de pneu furado. Assim, não é necessário colocar o pneu retirado solto entre as bagagens.
Nas versões superiores, a versatilidade cresce com o encosto traseiro bipartido. A partir da Platinum, quem viaja atrás também recebe saídas de ar-condicionado.
3. Tecnologia não começa apenas nas versões mais caras
Hyundai i20 / Divulgação: Hyundai.
Mesmo o i20 Comfort de R$ 99.990 sai de fábrica com painel digital de 12,3 polegadas e central multimídia de 10,25 polegadas. As duas telas ficam lado a lado e dão à cabine uma aparência normalmente associada a carros mais caros.
Apple CarPlay e Android Auto funcionam sem fio em toda a linha. O pacote ainda inclui Bluelink, atualizações remotas, chave presencial e partida por botão desde a opção de entrada.
Outro recurso de série é a câmera de ré com linhas dinâmicas. Além da imagem convencional, o motorista pode selecionar diferentes visualizações para ajudar nas manobras.
A partir da Platinum há itens como carregador de celular por indução e ar-condicionado digital automático e quem chega à Ultimate encontra uma central maior, de 12,3 polegadas, alinhada ao painel de instrumentos de mesmo tamanho.
Essa distribuição é um ponto forte: o comprador não precisa chegar ao topo da gama para encontrar uma cabine conectada e com recursos úteis no cotidiano.
4. O pacote de segurança cresce bastante ao longo da gama
Os seis airbags são de série em todos os Hyundai i20, assim como sensor de estacionamento traseiro, assistente de partida em rampa e câmera de ré. A partir daí, a Hyundai acrescenta diferentes camadas de assistência conforme a versão.
Já na Limited aspirada, de R$ 104.990, aparecem recursos que costumam pesar na decisão de compra. A lista inclui frenagem autônoma de emergência com detecção de veículos, pedestres e ciclistas, assistentes de permanência e centralização em faixa, detector de fadiga e farol alto automático.
Há ainda frenagem autônoma capaz de atuar em determinadas situações de conversão à esquerda, quando existe risco de colisão com um veículo que trafega no sentido contrário.
Nas versões Platinum e Ultimate, os freios a disco nas quatro rodas ampliam o pacote. A Platinum acrescenta controle de cruzeiro adaptativo (ACC) com Stop & Go, capaz de acompanhar o fluxo do trânsito, parar completamente e voltar a acelerar.
A Ultimate fecha a lista com monitor de ponto cego, assistente de tráfego cruzado traseiro e alerta de saída segura. Este último monitora a aproximação de veículos ou ciclistas antes da abertura das portas traseiras.
A progressão é bem definida: existe uma boa base de segurança desde a opção mais acessível, enquanto quem valoriza ADAS encontra recursos relevantes antes mesmo de chegar ao topo da linha.
5. Motor 1.0 turbo combina bom torque e consumo equilibrado
Nas versões automáticas, o i20 usa o conhecido motor 1.0 turbo flex de três cilindros, com injeção direta, 115 cv e 17,5 kgfm de torque, associado ao câmbio de seis marchas.
A força máxima disponível em baixas rotações favorece as retomadas sem exigir que o motor trabalhe constantemente em giros elevados. É uma característica que ajuda tanto no uso urbano quanto na estrada.
Os números oficiais também são competitivos. Segundo o Inmetro, as versões turbo fazem 12,6 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, são 8,8 km/l e 10,1 km/l, respectivamente.
O sistema Start & Stop complementa o trabalho nas configurações turbo ao desligar o motor em paradas breves e reduzir o consumo desnecessário em marcha lenta.
E a manutenção do Hyundai i20?
Hyundai i20 / Divulgação: Hyudai.
Há outro aspecto importante para quem pensa no carro a longo prazo. O Hyundai i20 tem garantia de fábrica de cinco anos e utiliza motores já conhecidos no mercado brasileiro, tanto nas opções aspiradas quanto nas turbo.
Os dois propulsores usam corrente de comando, que dispensa as substituições periódicas previstas para motores equipados com correia dentada.
A produção em Piracicaba (SP), ao lado de HB20 e Creta, e o uso de soluções mecânicas já presentes em outros veículos da Hyundai aproximam o i20 de uma estrutura de manutenção consolidada no país.
Nas versões turbo, vale considerar um custo específico de manutenção futura: o Start & Stop exige bateria AGM, mais cara de substituir do que uma bateria convencional. Em contrapartida, a garantia de cinco anos e a mecânica já conhecida no Brasil acrescentam dois argumentos importantes para quem pretende permanecer mais tempo com o carro.
1. Hyundai i20 ou HB20: qual vale mais a pena comprar?
O Hyundai i20 faz mais sentido para quem aceita pagar um pouco mais em troca de maior espaço interno, porta-malas de 346 litros e uma oferta mais ampla de tecnologia e assistências à condução. Ele tem 11,5 cm a mais de comprimento, 6 cm extras de largura e entre-eixos 5 cm maior que o HB20. O HB20, por outro lado, continua sendo uma alternativa para quem prioriza preço e prefere um hatch menor. A escolha depende principalmente de quanto esses ganhos do i20 pesam para o comprador.
2. Qual é a melhor versão do Hyundai i20 para comprar?
Depende do orçamento e dos equipamentos considerados essenciais. A Limited aspirada chama atenção pelo custo-benefício, porque já acrescenta assistências como frenagem autônoma de emergência e permanência em faixa sem passar dos R$ 105 mil. Para quem prefere motor turbo e câmbio automático, a Limited Turbo é a porta de entrada. Platinum e Ultimate concentram os equipamentos mais sofisticados, com recursos como ACC e, no topo da linha, monitor de ponto cego.
3. O Hyundai i20 1.0 aspirado é fraco ou vale mais a pena comprar o turbo?
O 1.0 aspirado equipa Comfort e Limited e entrega até 80 cv com câmbio manual de cinco marchas. É a alternativa voltada principalmente a quem prioriza preço e uso urbano. Já o 1.0 turbo de 115 cv e 17,5 kgfm, combinado ao câmbio automático de seis marchas, oferece respostas melhores para retomadas, ultrapassagens e viagens. Para quem roda bastante em estrada ou prefere câmbio automático, o turbo tende a ser a escolha mais adequada.
4. Quanto o Hyundai i20 faz por litro?
Nas versões 1.0 turbo automáticas, o Hyundai i20 registra, segundo o Inmetro, 12,6 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, são 8,8 km/l e 10,1 km/l, respectivamente. Já Comfort e Limited com motor 1.0 aspirado chegam a 13,7 km/l na cidade e 14,8 km/l na estrada com gasolina.
5. O Hyundai i20 tem manutenção cara e quantos anos de garantia?
O Hyundai i20 tem garantia de fábrica de cinco anos e compartilha soluções mecânicas com outros veículos da Hyundai produzidos no Brasil. Os motores utilizam corrente de comando, que não exige a substituição preventiva periódica típica das correias dentadas. Nas versões turbo, um custo futuro que merece atenção é a bateria AGM exigida pelo sistema Start & Stop, cuja reposição tende a ser mais cara que a de uma bateria convencional.
6. O Hyundai i20 é espaçoso? Quantos litros tem o porta-malas?
Sim. O Hyundai i20 tem 2,58 metros de entre-eixos e porta-malas de 346 litros pelo padrão VDA. O volume supera os 300 litros do HB20 e também é maior que o oferecido por alguns dos principais hatches compactos. O espaço traseiro para as pernas é outro diferencial e ajuda a tornar o i20 uma opção interessante para quem pretende usar o carro com a família.