O segmento dos hatches elétricos ficou mais competitivo com a chegada do MG4 Urban Comfort. Por R$ 129.990 na tabela, ele entra na disputa com nomes já conhecidos, como BYD Dolphin e Geely EX2, mas aposta em atributos diferentes para conquistar espaço no mercado.
Em vez de tentar impressionar apenas pelo visual ou pela quantidade de equipamentos, a proposta valoriza espaço interno, conforto ao dirigir e uma cabine bem resolvida.
Esse conjunto de características já faz do hatch uma das novidades mais interessantes entre os elétricos da categoria.
O espaço interno é um dos principais diferenciais do MG4 Urban Comfort

Logo de cara, o porte chama atenção. Com 4,39 metros de comprimento e 2,75 metros de entre-eixos, o MG4 Urban Comfort oferece um dos melhores espaços internos entre os hatches elétricos da categoria.
O assoalho plano favorece a acomodação de três passageiros no banco traseiro e melhora o aproveitamento do espaço. Saídas de ar-condicionado e uma entrada USB-C completam a estrutura voltada a quem viaja atrás.
Outro destaque é o porta-malas. São 577 litros de capacidade considerando o compartimento sob o assoalho, volume acima da média do segmento e suficiente para atender tanto a rotina quanto às viagens em família.
Por dentro, o painel tem desenho limpo, acabamento discreto e materiais que transmitem uma percepção de refinamento acima da média.
A central multimídia de 12,3 polegadas oferece Android Auto e Apple CarPlay sem fio, enquanto o painel digital de 7 polegadas concentra as principais informações da condução. A interface exige alguma adaptação no início, mas os comandos se tornam naturais conforme o motorista se familiariza com os menus.
Há ainda um cuidado interessante com a ergonomia. Mesmo com a predominância das telas, o MG preserva comandos físicos para funções importantes, como ar-condicionado, multimídia e regulagem dos retrovisores, o que facilita o acesso a esses recursos ao volante.
O comportamento ao volante privilegia conforto e equilíbrio
Com um motor elétrico de 150 cv e 25,5 kgfm de torque alimentado por uma bateria de 43 kWh, o conjunto acelera de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos, desempenho suficiente para garantir agilidade no trânsito e segurança nas ultrapassagens.
O maior mérito, porém, aparece na forma como o carro se comporta. A direção tem peso bem calibrado, transmite confiança e torna a condução agradável desde os primeiros quilômetros.
A suspensão também merece elogios. O acerto privilegia estabilidade sem comprometer o conforto, absorve bem as irregularidades do piso e controla a carroceria em curvas.
A autonomia homologada pelo Inmetro chega a 299 quilômetros, enquanto as recargas podem ser feitas com potência de até 11 kW em corrente alternada (AC) e 82 kW em corrente contínua (DC). Em carregadores rápidos, a fabricante informa que a bateria passa de 10% para 80% em cerca de 28 minutos.
O único ponto que merece ressalva é o funcionamento dos alertas de fadiga, distração e leitura de placas. Eles são bastante sensíveis e podem emitir avisos com frequência superior ao esperado. Embora possam ser desativados, o procedimento precisa ser repetido sempre que o carro é ligado.





