O MG Cyberster nasceu quase como uma brincadeira.
A MG criou o projeto inicialmente como um exercício de design para celebrar o centenário da marca, sem a obrigação de transformá-lo em um carro de produção. Mas a reação do público foi tão forte que o conceito acabou ganhando as ruas, e muitos corações.
A partir daí, ele virou um dos modelos mais chamativos da nova fase da indústria chinesa: um conversível elétrico de dois lugares, com portas em estilo tesoura, proposta esportiva e visual que foge completamente da imagem mais racional normalmente associada aos carros elétricos.
No Brasil, o interesse apareceu rapidamente. Seu lote inicial esgotou em menos de um mês, mesmo com o posicionamento voltado a um público mais restrito.
Mais do que lançar um novo esportivo elétrico, a MG parece tentar provar que eficiência e emoção não precisam mais andar separadas no universo automotivo dos eletrificados.
O que é o MG Cyberster

O MG Cyberster é um roadster elétrico desenvolvido pela MG Motor, marca britânica hoje, 100% controlada pelo grupo chinês SAIC Motor, um dos maiores conglomerados automotivos da China.
O modelo surgiu para marcar uma mudança importante no posicionamento global da fabricante. Em vez de focar apenas em carros urbanos eficientes, a MG decidiu investir também em produtos voltados a desejo, experiência e esportividade.
Dentro dessa estratégia, o MG Cyberster virou o primeiro conversível elétrico produzido em série em larga escala. A proposta combina carroceria baixa, capota retrátil e desempenho digno de esportivos tradicionais.
No Brasil, o modelo chega equipado com dois motores elétricos – um dianteiro e outro traseiro – que entregam 510 cv de potência e até 73,9 kgfm de torque. O conjunto permite aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 3,2 segundos.
Para ajudar no controle dinâmico, o esportivo traz distribuição de peso de 50x50, freios de alta performance Brembo e suspensão em alumínio com braços sobrepostos na dianteira e sistema multilink na traseira.
O que faz o MG Cyberster chamar tanta atenção
Grande parte do impacto do MG Cyberster está no visual.
Ele aposta em proporções típicas de roadsters clássicos, mas combina essa base com elementos futuristas. O capô longo, os vincos mais marcados e as formas orgânicas ajudam o modelo a fugir do desenho previsível que domina parte dos carros elétricos atuais.
As portas em estilo tesoura rapidamente viraram um de seus principais símbolos – além do impacto visual, o sistema possui abertura e fechamento elétricos.
A dianteira traz faróis estreitos em LED e linhas mais agressivas. Já a traseira aposta em assinatura luminosa inspirada literalmente no formato de flechas, solução criada para destacar ainda mais o carro visualmente.

Por dentro, segue a mesma proposta. A cabine possui ergonomia totalmente voltada ao motorista e reúne três telas posicionadas atrás do volante para exibir quadro de instrumentos, multimídia e funções do veículo. Há ainda uma quarta tela dedicada ao ar-condicionado no console central.
O volante esportivo de base achatada traz comandos para ajustar os modos de condução e a intensidade da frenagem regenerativa, enquanto um botão vermelho dedicado ao modo “Super Sport” libera toda a força do conjunto elétrico.
Mas o modelo não depende apenas de aparência para chamar atenção.






