A britânica Lotus começou oficialmente a vender carros no Brasil. A fabricante estreia com Emira, Eletre e Emeya, cinco configurações e preços entre R$ 795 mil e R$ 1,23 milhão. A gama vai do esportivo a combustão com opção de câmbio manual aos elétricos de 918 cv.
A operação será conduzida pelo grupo Bamaq e começa em pequena escala. A expectativa é comercializar entre 100 e 150 unidades no primeiro ano de atuação da marca. O lote inicial tem aproximadamente 30 veículos e já está praticamente vendido.
A chegada também resgata uma relação antiga da Lotus com o Brasil, construída principalmente nas pistas. A marca conquistou sete títulos mundiais entre as equipes, seis entre os pilotos e 79 vitórias na Fórmula 1.
Foi com ela que Emerson Fittipaldi conquistou seu primeiro Mundial, em 1972, e Ayrton Senna venceu pela primeira vez na categoria, no GP de Portugal de 1985.
Hoje sob controle do grupo chinês Geely, a montadora mantém parte dessa tradição esportiva, mas chega ao mercado brasileiro em plena transformação.
Enquanto o Emira preserva a receita clássica de motor central e tração traseira, Eletre e Emeya representam a nova fase eletrificada da fabricante.
Lotus Eletre: SUV elétrico chega a 918 cv

O Eletre é a porta de entrada da Lotus no Brasil. O SUV elétrico mede 5,10 metros de comprimento e 3,06 m de entre-eixos e utiliza uma arquitetura elétrica de 800 V.
O modelo é oferecido em dois níveis de potência. O Eletre 600, de R$ 795 mil, tem dois motores elétricos, tração integral e entrega 612 cv e 72 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 4,5 segundos, enquanto a bateria de 112 kWh permite até 420 km de autonomia.
Já o Eletre 900 custa R$ 995 mil e eleva a potência para 918 cv e 100,5 kgfm, suficientes para cumprir o 0 a 100 km/h em 2,95 segundos. Com a mesma bateria, a autonomia declarada fica em 350 km pelo Inmetro.
Lotus Emeya: 918 cv e recarga de 10% a 80% em 15 minutos

O Emeya está disponível no Brasil somente na configuração 900, por R$ 975 mil. Seus dois motores elétricos entregam 918 cv e 100,4 kgfm, com tração nas quatro rodas.
Por ser mais baixo e aerodinâmico que o Eletre, o sedã acelera de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos e alcança 256 km/h. O coeficiente aerodinâmico de 0,20 contribui para uma autonomia declarada de até 363 km.
Um dos números mais interessantes está na recarga. A bateria de 102 kWh aceita potência de até 420 kW em corrente contínua e, nas condições máximas previstas pela fabricante, pode recuperar a carga de 10% a 80% em aproximadamente 15 minutos.
O Emeya também chama atenção pelas dimensões. São 5,14 metros de comprimento, 3,07 m de entre-eixos e 2.675 kg. Para ajudar nas manobras e mudanças de direção, as rodas traseiras podem esterçar em até 3,5 graus.





