O óleo do motor deve ser trocado exatamente no prazo ou na quilometragem definidos pela fabricante do veículo, respeitando sempre o primeiro limite que for atingido.
Em condições normais de rodagem, a maioria das montadoras recomenda realizar a troca a cada 10.000 quilômetros ou a cada 12 meses.
No entanto, alguns veículos modernos que utilizam óleo 100% sintético de última geração podem trabalhar com intervalos de manutenção diferenciados, enquanto motores mais antigos ou de concepção mais simples exigem substituições mais frequentes, por volta de 5.000 quilômetros.
O melhor caminho é consultar o manual do proprietário e seguir o plano de manutenção oficial da concessionária, garantindo que a viscosidade e as homologações exigidas pelo fabricante sejam respeitadas desde o início.
O que acontece se a troca de óleo atrasar?
O óleo lubrificante não serve apenas para reduzir o atrito; ele também limpa as galerias internas, ajuda no arrefecimento e protege as peças contra a corrosão.
Com o passar do tempo e o uso do veículo, o lubrificante sofre degradação térmica, acumula resíduos da combustão e perde as suas propriedades químicas de proteção.
Se você atrasar a troca de forma recorrente, o óleo começará a engrossar, transformando-se em uma espécie de borra preta que obstrui os canais de lubrificação.
Sem a circulação correta do fluido, as peças internas do motor passam a trabalhar com maior atrito e temperatura elevada, acelerando o desgaste de componentes caros, como bronzinas e pistões.
Embora um pequeno atraso de alguns dias não vá fundir o motor imediatamente, a negligência constante aumenta drasticamente o risco de panes graves e reparos que podem custar milhares de reais.
A troca deve ser feita por quilometragem ou por tempo?
Uma dúvida muito comum é: "se eu rodo pouco com o meu carro novo, ainda preciso trocar o óleo por tempo?". A resposta é sim.
Os dois critérios são igualmente importantes e você deve realizar a substituição respeitando o limite que vencer primeiro, seja a quilometragem rodada ou o prazo de meses estipulado pela montadora.
Muitos compradores de carros zero km acreditam que um veículo que passa a maior parte do tempo na garagem dispensa manutenção frequente.
No entanto, o lubrificante envelhece e sofre oxidação natural pelo simples contato com o oxigênio e com os resíduos de combustível dentro do cárter, perdendo a sua eficiência mesmo com o carro parado.
Por essa razão, se o manual do seu modelo indica a troca a cada 12 meses e você rodou apenas 3.000 quilômetros nesse período, a substituição do óleo continua sendo obrigatória para manter a saúde do motor e a validade da garantia de fábrica.
O tipo de uso muda o intervalo da troca de óleo?
As montadoras dividem a utilização do veículo entre "uso normal" e "uso severo". Se você se enquadra na categoria de uso severo, o intervalo para a troca de óleo deve ser reduzido pela metade, caindo geralmente para 5.000 quilômetros ou 6 meses.
O uso severo ocorre em situações muito comuns do nosso dia a dia, tais como:
- Trânsito intenso de grandes cidades, com o famoso anda e para constante;
- Trajetos curtos de menos de 10 minutos, onde o motor não atinge a temperatura ideal de trabalho;
- Rodagem frequente em estradas de terra, poeira ou em regiões com temperaturas muito elevadas.
Se você utiliza o carro para trabalhar como motorista de aplicativo ou realiza pequenas viagens diárias de curta distância, o esforço sobre o motor é muito maior, exigindo que o óleo seja trocado de forma antecipada.
Consulte o manual do seu carro para verificar se a sua rotina exige essa programação diferenciada de manutenção.
Qual óleo usar no carro novo?
Você deve utilizar exclusivamente o óleo que atenda à viscosidade (ex: 5W30, 0W20), à especificação técnica (API, ACEA) e às homologações específicas exigidas pela fabricante no manual do proprietário.
Escolher o lubrificante apenas pelo preço de prateleira ou pela descrição genérica de "óleo sintético" é um erro grave que pode danificar o motor.
Cada projeto de motor moderno possui folgas milimétricas entre as peças móveis que exigem uma fluidez exata do óleo para garantir a lubrificação correta desde a partida a frio.
Além disso, a oficina deve respeitar rigorosamente a quantidade de litros recomendada para o cárter do seu modelo. Utilizar o produto correto preserva a garantia de fábrica do seu zero km e evita incompatibilidades químicas que reduzem a eficiência do motor.
Como saber se o nível de óleo está correto?
Conferir o nível do lubrificante periodicamente é uma tarefa simples que todo motorista deve realizar na sua própria garagem.
Para fazer a leitura correta, estacione o veículo em um local totalmente plano e certifique-se de que o motor esteja desligado pelo período indicado no manual do fabricante (geralmente de 10 a 15 minutos) para que todo o óleo retorne ao cárter.
Retire a vareta de medição, limpe-a com um pano limpo, insira-a totalmente de volta e retire-a novamente para observar a marcação do óleo. O nível correto deve estar posicionado exatamente entre as marcas de "MÍN" e "MÁX" da vareta.
Se o nível estiver baixo, não complete o óleo de forma indiscriminada sem antes identificar a causa da perda, que pode indicar um vazamento ou consumo excessivo do motor.
Lembre-se também de que o excesso de óleo no cárter é prejudicial e pode causar vazamentos nos retentores.
O que considerar antes de comprar um carro zero km?
Para quem está na fase de pesquisa para comprar um carro novo, a rotina de manutenção deve ser incluída como um critério de escolha na concessionária.
Antes de fechar o negócio, pesquise o calendário de revisões obrigatórias do modelo desejado, os intervalos exigidos para a troca de óleo e os custos previstos para manter o veículo durante o período de garantia.
Algumas montadoras oferecem planos de manutenção com preço fixo que trazem muito mais previsibilidade para o seu orçamento mensal.
Entender esses custos de propriedade evita surpresas desagradáveis e garante que você escolha um modelo que seja financeiramente sustentável para a sua rotina a longo prazo.
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