O 13º salário é uma das poucas rendas extras que o trabalhador consegue prever com meses de antecedência. Por isso, ele pode reforçar a compra de um carro zero km, seja como entrada no financiamento, lance no consórcio ou abatimento de um contrato que já está em andamento.
Contudo, o valor que cai na conta costuma ser menor do que o salário bruto, e a compra do carro envolve gastos que vão além do preço de tabela. Planejar antes evita que o dinheiro extra vire uma dívida maior no ano seguinte.
Quando o 13º cai na conta e quanto sobra depois dos descontos?
O 13º é pago em duas parcelas: a primeira até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro.
A Lei 4.749/1965 determina que o adiantamento seja pago entre fevereiro e novembro, no valor de metade do salário do mês anterior, e que o restante seja quitado até 20 de dezembro.
Na prática, a primeira parcela chega sem descontos. Já a segunda concentra o desconto do INSS e do Imposto de Renda sobre o valor total do benefício, por isso costuma ser menor que a primeira.
Aposentados e pensionistas do INSS também recebem o 13º, mas em um calendário próprio, definido pelo governo federal a cada ano.
De que formas dá para usar o 13º na compra do carro zero?
A forma mais comum é usar o 13º como entrada no financiamento. Quanto maior a entrada, menor o valor financiado e, consequentemente, menor o total de juros pago ao longo do contrato.
Quem prefere o consórcio pode usar o dinheiro para dar um lance. O lance nada mais é que a antecipação de parcelas, oferecida para tentar ser contemplado antes do sorteio. O lance feito com dinheiro próprio é chamado de lance livre.
Enquanto isso, quem já financiou um carro pode usar o 13º para amortizar a dívida, ou seja, antecipar parcelas. O Código de Defesa do Consumidor, no artigo 52, garante ao cliente o direito de quitar o débito de forma total ou parcial, com redução proporcional dos juros.
Por fim, o 13º também pode cobrir os custos que aparecem logo depois da compra, como IPVA, emplacamento e seguro. Dessa forma, o comprador não precisa tirar esse valor do orçamento do mês.
Como se organizar para usar o 13º na compra do carro zero?
O planejamento começa antes de o dinheiro cair na conta. Siga as etapas abaixo para transformar o 13º em parte da compra sem apertar o orçamento.
1. Calcule o valor líquido que você vai receber
Antes de qualquer simulação, descubra quanto vai efetivamente entrar na sua conta. Some as duas parcelas e desconte o INSS e o Imposto de Renda que incidem sobre a segunda.
O holerite de novembro e o de dezembro mostram os valores exatos, mas é possível estimar antes com base no salário atual e nos meses trabalhados no ano.
2. Defina o modelo e a faixa de preço
Com o valor líquido em mãos, escolha o carro que cabe no seu bolso, e não o contrário. Compare versões, preço de tabela e custo de manutenção dos modelos que interessam.
Essa etapa mostra quanto o 13º representa do valor total do carro e ajuda a decidir se ele vai cobrir a entrada inteira ou só parte dela.
3. Escolha entre financiamento, consórcio ou compra à vista
Depois de definir o carro, decida como vai pagar. O financiamento entrega o carro na hora, mas cobra juros. O consórcio não tem juros, porém tem taxa de administração e a entrega depende da contemplação.
A compra à vista, quando possível, costuma abrir espaço para negociar desconto. O 13º funciona de um jeito diferente em cada caso: entrada, lance ou parte do pagamento integral.
4. Simule e compare o Custo Efetivo Total
Se a opção for o financiamento, peça simulações em mais de um banco e compare o Custo Efetivo Total (CET), indicador que soma juros, tarifas, seguros e impostos do contrato.
Olhar só a taxa de juros ou o valor da parcela pode esconder custos. Teste também cenários com entradas diferentes para ver quanto o 13º reduz o valor final pago.
5. Reserve dinheiro para os custos da compra
Não use todo o 13º na entrada. Separe uma parte para IPVA, emplacamento, primeira parcela do seguro e acessórios que você pretende instalar. Esses gastos aparecem logo nas primeiras semanas com o carro e, sem reserva, acabam indo para o cartão de crédito.
6. Confirme que a parcela cabe no orçamento
Antes de assinar, verifique se a parcela mensal do financiamento ou do consórcio cabe na sua renda sem depender de dinheiro extra.
O 13º ajuda na largada, mas as parcelas seguem pelos meses seguintes. Considere também combustível ou recarga, revisões e seguro no cálculo mensal.
7. Negocie com o dinheiro disponível
Deixe para fechar o negócio quando o valor já estiver na conta. Com a entrada garantida, você negocia com mais segurança e evita assumir um compromisso com base em um valor que ainda não chegou.
Na concessionária, peça a proposta por escrito e compare com as simulações feitas antes.
Usar o 13º para comprar um carro zero km funciona melhor quando o dinheiro tem destino definido antes de cair na conta.
Calcular o valor líquido, escolher a forma de pagamento e reservar uma parte para os custos da compra garante que a renda extra reduza o preço final do carro, em vez de abrir espaço para novas dívidas.
Confira nossa página de ofertas de carro zero e escolha o seu, se estiver na dúvida, entre em contato com nosso time que ajudamos.